PALESTRA

Palestra

Lima de Freitas e a Topologia do Imaginal

do Nigredo à Terra das Visões

O contemplador de mundospelo Arquitecto

João Cruz Alves

Este tema assinala a corajosa incursão de Lima de Freitas nos lugares a que o Ser só acede em espírito, a sua vivência dos Mundos Paralelos, a revelação iniciática que teve, induzida por Almada Negreiros, explorando os traçados da Geometria Sagrada, plasmando, a cada passo, pela sua genialidade artística e literária, a consciência dos estados múltiplos do Ser “quando o Homem dá a volta à manivela do Mundo” e se depara com a Terra das Visões, a Hurqualiâ, assinalada por Henri Corbin.

no

sábado, 11 de Novembro de 2017, pelas 15 horas

Entrada livre

Morada: Rua António Sérgio nº 3 A, Algueirão/Mem-Martins

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Sinopse

José Maria Lima de Freitas (Setúbal, 22.06.1927; +Lisboa, 5.10.1998) tem vindo a ser cada vez mais reconhecido internacionalmente como uma individualidade renovadora do pensamento do séc. XX europeu.
Criador multifacetado, desenvolveu a mestria artística e de maior rasgo como ilustrador, pintor e gravurista; Deixou-nos ainda extensa e importante obra como escritor, ensaísta, filósofo e cientista transdisciplinar.
Tal como Camões, Francisco de Hollanda, Machado de Castro, Almada Negreiros ou Pessoa, foi um dos raros exemplos de artista culto no nosso país, aliando ao domínio técnico de excelência – na transformação plástica da matéria pelo seu espírito criador – o rigor antropológico no enunciado teórico e crítico do ofício do Imaginário.
A universalidade e sageza do seu legado descobre-se hoje a cada passo do aprofundamento das suas obras, iluminado pela sua epistemologia e pelo registo, que fez nos seus diários, dos seus sonhos, intuições e pensamento conceptual, num progressivo processo de auto-conhecimento e domínio de si, bem patente também nas paisagens da alma dos seus múltiplos auto-retratos.
A obra gráfica e pictórica de Lima de Freitas evidência essa enorme lucidez, maturidade e originalidade criativas. Revela ainda uma rara sagacidade para o aprofundamento de conteúdos imaginais e a capacidade de lhes dar expressão magistral na transmissão de uma arte do Sagrado – arte simbólica e analógica –, sem a dissociar da cosmologia que lhe corresponde.
No dealbar do 3º milénio, volvidos que são 19 anos sobre a sua morte, o pensamento e a obra de Lima de Freitas continuam precursores na actualidade, revelando-nos uma mensagem intemporal  – resultante da ponte que lançou entre a Tradição e a Vanguarda.
Topologia do Imaginal – do Nigredo à Terra das Visões (Hurqualiâ) assinala a sua corajosa incursão nos lugares a que o Ser só acede em espírito, a sua vivência dos Mundos Paralelos, a revelação iniciática que teve, induzida por Almada Negreiros, explorando os traçados da Geometria Sagrada, plasmando, a cada passo, pela sua genialidade artística e literária, a consciência dos estados múltiplos do Ser ‘quando o Homem dá a volta à manivela do Mundo’ e se depara com a Terra das Visões, a Hurqualiâ, assinalada por Henri Corbin.
Do Labirinto à redescoberta do Ponto da Bauhutte; do Pintar o Sete ao achado do 515 – o Lugar do Espelho –; de uma Lisboa Imaginal aos Mitolusismos e à revelação das Paisagens Visionárias.

João Cruz Alves

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