Os Mundos Subterrâneos

Relativamente à Sabedoria das Idades, a Eubiose colhe todo o seu particularismo no anúncio da realidade e descrição dos Mundos Subterrâneos.
As tradições de todos os quadrantes, de oriente a ocidente, mantêm na perenidade da sua mensagem a recordação de um Paraíso Perdido, Terra Sagrada da eterna felicidade, autêntica Canaã que o olhar humano haverá de vislumbrar um dia. Para os Persas é Aryana-Vaejo, para os Tibetanos ela é Asghardi, para os Mongóis Ermedi e nos Vedas fala-se de Hemâdri, a Montanha de Ouro; os antigos Aztecas denominavam-na de Tulan e os Mayas de Maya-Pan, a cidade dos tectos de prata (Manoa, cujo rei usa vestes de ouro), que Pizarro procurou infrutiferamente nas selvas Mexicanas.
Ela é, não só, o País de Tertres, pátria do deus Lug, divindade suprema do panteão céltico, como também a Cidade dos Doze Ases dos Eddas escandinavos e a Walhallha germânica, onde Wagner busca inspiração para os seus Parsifal e Lohengrin, cavaleiros que zelosamente guardam o Santo Graal, esperando ainda que uma cavalaria terrestre, chefiada por Artur, inicie de novo a sua demanda.
Ossendowsky e Saint-Yves d’Alveydre apontam concretamente a existência de um mundo subterrâneo conhecido no Oriente como Agartha, cujo coração Shamballah – seu sanctum-sanctorum ou centro irradiante – é o verdadeiro omphallus ou umbigo do mundo. Tal como os Alquimistas de todos os tempos, também os Eubiotas postulam que é no VITRIOL que reside o segredo da Grande Obra:

VISITA INTERIORA TERRAE RECTIFICANDO INVENIES OCCULTUM LAPIDEM
(Visita o interior da Terra rectificando descobrirás a pedra oculta)

vitrol

Objectivo da Eubiose

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